Maldito demônio.

Eu sou um maldito demônio.
Na hora da raiva o sangue escorre em minha face, me acende a chama do ódio, que de tão seguro, põe fogo em toda casa.
As chamas alastram-se e incendeiam todo um quarteirão, mas mesmo assim, ainda vejo tua face sangrando, ainda ouço os teus gritos pedindo por socorro.
Enquanto assisto tua morte, aprecio com prazer um bom scotch doze anos, fumo um Marlboro e cantarolo a nona sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
É inebriante a sensação após deleitar-me com o que mais me diverte.
Eu sou um maldito demônio esfaqueando Deus.
Obrigado querida.

Essa tua leveza no olhar me faz recordar os tempos de santidade, e assim, renovar meus votos de puritanismo e gratidão.
Queria ao menos te abraçar agora, sentir o teu perfume doce e suave como uma brisa de outono.
Aos teus olhos eu sou a salvação, já aos meus.
Ah, os meus olhos só enxergam o teu dorso adormecido em meu colo, o teu cansaço implorando por um afago, teu glamour petrificado em diamantes, que, de tão vivos hipnotizam.
Adoro quando você sussurra coisas estranhamente obscenas em meus ouvidos, adoro quando você contém seus gemidos.
Por outrora estive à procura do teu ventre, agora eu encontrei teu umbigo, abdômen, e o melhor, encontrei o meu sorriso camuflado no teu semblante.
As lágrimas não mais me escorrem, apenas aquelas que as gargalhadas teimam em jorrar, mas estas são arrancadas por ti, por esse teu jeito aceso de alimentar o afeto.
Obrigado minha querida, do teu.
Adeus Maria.

Esse foi meu último esporro,
a última vez que transamos,
a despedida do que um dia foi um amor sincero.
Em outrora estive entorpecido,
e minha droga foi o teu seio.
Houve um momento em que pensei não mais existir sem ti,
mas hoje vejo minha solidão acenar, despeço-me,
dispo-te, enfio-lhe a língua por entre a calcinha e a vagina,
sangro tua saudade com um último beijo em teu íntimo.
Acendi um cigarro, vesti minhas calças, abotoei a camisa.
- Adeus.
Pelas ruas eu andei, masquei meu chiclete favorito.
Comprei uma cerveja, pois o sol do meio-dia estava tão ardente quanto a minha pele.
Era verão e eu me sentia mais frio que o habitual, despido de decências, desfeito de amores, desapegado das coisas singelas que um homem pode gostar.
Em outras palavras, eu era novamente um animal insaciável.
A valsa da bailarina.

Quero valsar contigo,
te ver deslizar em meus braços,
fazer-te rodopiar ao som de um tango.
Quero ver teu poder de seduzir meu sorriso,
E, encantar-me com a leveza de teus pés de bailarina.
Sabe?

Sabe a saudade?
Ela corrói meu vazio interior de uma forma avassaladora.
Sabe teu cheiro?
Me excita, me intriga, me desperta a saudade.
Ainda lembro bem da tua pele, dos teus gemidos, do sabor do teu gozo.
Desculpa, mas meu coração está em cacos, lamentando a morte de um ente querido.
Muito tesão acumulado, muita euforia contida, cartas não escritas.
Só em ver as tuas fotos, sou capaz de tele transportar-me para o teu afago.
O toque das tuas mãos arrepia minha pele, só em imaginar.
As lembranças das noites não dormidas, me fazem surtar.
Ainda tomo aquela medicação, ainda bebo, ainda fumo.
Ainda não dormi, mas dessa vez, nenhum sorriso eu abri.
E quando teus olhos brilhavam pra mim, ah, o ápice da minha felicidade transbordava nos lençóis de nosso aconchego.
Quando dizias vem que eu te quero, era tudo o que eu queria.
É uma pena, desculpa, mas agora está morta.
Um grande beijo, do seu.
Marcos Aurélio

- Ontem eu te vi de longe, observei enquanto você dançava em cima da minha dor.
Com aquele seu sorriso fascinante, aquele seu vestido vermelho que deixa as suas coxas visíveis, seu escarpam e sua felicidade notória de sempre.
- Deveria ter falado comigo, me puxado para dançar…
- Pra quê? Você mesma disse que não quer mais.
- Mas eu sinto sua falta, não ligue pro que digo, gosto de você.
- Melhor deixar assim. Adeus
Dois meses se passaram e ela faz questão de sempre aparecer em meus pensamentos, nenhuma mulher é boa o suficiente ou nenhuma mulher é tão atraente para mim quanto ela.
Já estive pior, eu sei, mas essa vontade louca que tenho de abraça-la, (ahhh) é muito mais forte que a minha força de vontade, é muito mais delirante que qualquer rebolado.
Novamente tentei encontrá-la, mas como sempre ela estava ocupada, decidi então que não iria mais deseja-la.
Três meses se passaram e eu estive sempre embriagado, mas sempre que acordo, ela tem me ligado.
- Que diabos mulher, o que queres?
- Nossa! Quanta grosseria! Pensei que gostavas de mim.
- Não, eu infelizmente te amo!
Diga logo, o que queres?
- Queria te ver, estou com saudades.
- Não posso, estou ocupado.
- Mas não precisa ser hoje, pode ser amanhã, meu aniversário é amanhã.
- Estarei ocupado.
- Mas o que fazes de tão importante assim?
- Fico embriagado, adeus.
- Mas, mas… Filho da puta! Ele desligou na minha cara!
As horas insistiam incessantemente em demorar-se, eu estava inquieto, agitado, agoniado.
Meu pênis encontrava-se imóvel, nem tesão eu tinha mais.
- Alô?
- Oi, palhaço.
- Não fala assim, você sabe que te amo!
- Então por que foges de mim?
- Tenho medo.
- Medo?
- Sim, você é tão espetacular que eu não sei por onde começo a admirar.
- Não admire, consuma minha carne, deixe-me maluca, faça-me sorrir, você já fez isso antes, qual o problema agora?
- O problema é que antes eu não te desejava, mas agora…
- Se eu disser que também te desejo?
- Mentira, você não passa de uma biscate.
…(silêncio)
- Você sabe que eu não sou isso, por que me ofendes?
- Não consigo me apegar, desculpa.
Até logo.
Em 30 minutos eu tinha tomado banho, calçado meu sapato mais bonito e estava vestido com meu jeans mais novo e minha camisa favorita, estava também perfumado e de barba bem aparada, meus cabelos estavam bem arrumados, me sentia uma mistura entre um galã de novela e um garanhão ou touro reprodutor.
Sentia meus espermas explodindo de adrenalina nos meus testículos, sentia meu pênis vibrar a cada gole que tomava daquele uísque escocês.
- E aí cara, quanto tempo, por onde andaste?
- Meu caro amigo, também senti a sua falta, mas eu estava um pouco debilitado, estive de recesso médico.
- Nossa cara, mas você está melhor né? Estais com uma bela aparência hoje.
- Sim, sim, estou ótimo. Muito obrigado meu caro, mas você também me aparenta estar ótimo.
- Pois é cara, estou muito bem sim, as coisas no escritório vão muito bem, separei-me da maluca da minha ex-mulher e estou aqui me divertindo, mas e você, está sozinho ou veio acompanhado, lembro-me bem que você não é o tipo de cara que passa meia hora sem uma mulher hahahahaha.
- Na verdade, eu abri uma exceção hoje, não estou com ninguém, ainda.
- Sabia, vamos lá, mostre-me em quem estais de olho.
Eu não tinha ninguém em vista, estava sóbrio e aquele babaca estava me enchendo o saco, mas resolvi ser educado, pois ele era minha única companhia em sete meses.
- Pois é, ainda não tenho uma vítima engatilhada, mas hoje a noite é minha meu caro, irei desfrutar de qualquer mulher hoje.
- Então será que poderíamos caçar nossas presas juntos? Sinto-me mais confiante com um amigo por perto.
- Claro, claro.
A festa estava animada e eu começava a ficar bêbado.
Meu pulso começou a acelerar, senti uma tremedeira nas pernas, e, de repente, quando olho para a pista de dança, enxergo aquela cena de filme hollywoodiano, uma semideusa com sua pele branca, seus cabelos ondulados que caíam em seus belos ombros, um vestido preto que lhe marcava a cintura, umas pernas bem torneadas, um sorriso que transbordava malícia.
- Nossa que tesão!
- Aonde cara?
- Fique na sua, essa é minha.
Fui até ela, puxei-a para dançar, ela mortalmente sorria, estava visivelmente bêbada, mas ainda assim, valsava igual a uma rainha.
- Como é seu nome?
- Amanda!
- Adorei seu vestido, seus ombros, seu sorriso e esse seu olhar então…
- Obrigada, você é muito cavalheiro.
- Pensei em conversarmos em algum lugar mais calmo, o que achas?
- No seu apartamento ou no meu?
- Onde quiseres.
- Ok, vamos para o meu.
Então saímos, meu amigo que eu não recordo o nome ficou maluco quando viu a sua ex-mulher saindo comigo, peço-lhe desculpas, não me lembro dele.
Estive tão bêbado esses meses que não me lembro de muita gente, perdi a noção do tempo e a prática sexual.
A pragmática tênue daquela mulher de outrora ainda perturbava meu juízo, mas eu estava friamente decidido: ela não entraria mais em meus pensamentos.
Entramos em seu apartamento e me empolguei quando notei que Amanda tinha uns quadris e seios fartos, meu pênis ficou ereto tão fácil e vorazmente que tive a sensação de gozo antes de tirar a minha roupa.
- Nossa Amanda, você é deliciosa, seu apartamento é de muito bom gosto, mas você usa uma aliança.
- Sim, eu estou separando-me, aliás, achei que soubesse disso.
- Como?
- O seu amigo da festa, ele é meu ex-marido!
- Nossa, nem me lembrava da existência dele, na verdade nem lembro do nome dele.
- Marcos Aurélio, eu já o tinha visto com ele, mas não sabia que você era tão esquecido.
- Desculpe-me, mas só lembro de pessoas significantes, e, se você que é uma semideusa não o quer por perto, o que eu, um pobre mortal iria querer com aquele babaca?
- Verdade (risos), ele é um babaca.
- Então, acho que estamos perdendo muito tempo falando de um babaca, vamos ao que nos interessa.
Comecei a beijar seus lábios, chupei sua língua, agarrei-a pela cintura e escutava com atenção a sua respiração, deixei que ela escolhesse o momento certo para tirarmos a roupa, minha preocupação era apenas uma: ouvir seu gemido mais sincero.
Após meia hora de sexo oral ela já estava mais do que excitada, já havia gozado em minha boca, já estava exausta, mas eu ainda não estava contente, queria penetrá-la.
- Fique de quatro!
Quando vi o tamanho daquela bunda eu pensei: PUTA QUE PARIU, que mulher gostosa do caralho.
Dei uma tapa bem forte em uma de suas nádegas, mas tão forte que a marca da minha mão pareceu ter sido feita em brasa.
Penetrei-a com força, escutei seu gemido de dor, mas logo ela começou a sentir prazer novamente e já me pedia para batê-la de novo, segui suas ordens, bati bastante naquela bunda monstruosa.
Transamos enlouquecidamente por uma hora e meia, mas quando gozei eu senti minhas pernas dormentes, meu abdômen em chamas, meus joelhos doíam e estavam roxos, meus braços estavam enrijecidos e minha nuca formigava, gritei até que a última gota do meu esperma jorrasse em sua vagina.
- Nossa, fazia tempo que um homem não me fazia mulher de verdade.
Com um sorriso desdenhoso e por entre o canto da boca eu respondi:
- Fazia tempo que eu não gozava com tanta vontade.
- Você tem uma pegada inesquecível.
- Pois trate de esquecer, não sou teu homem.
Levantei-me da cama e fui até a varanda, ainda pelado, com meu pênis balançando pude sentir o prazer que é o vento passar e gelar meu pênis após uma trepada boa, acendi um cigarro e meu corpo enfim libertou-se do gozo.
Fui até sua cama novamente, ela estava deitada com aquele belíssimo par de seios a mostra, não resisti, meu pênis novamente endureceu.
- Nossa, que cacete duro, trás ele pra minha boca vai, eu preciso chupá-lo.
- Já que a vadia insiste, toma, chupa, mas chupa com vontade cadela, chupa com gosto vai, sua puta.
Ela começou bem devagar, passando a língua na minha glande, segurava com uma das mãos o tronco e com a outra masturbava-se, gemia feito uma cadela no cio, e eu apenas observava meu pênis entrando e saindo daquela boca gulosa.
- Vai, abre as pernas!
Comecei a penetrá-la, mas meus joelhos ainda doíam, não quis nem saber, continuei a fodê-la como se ela fosse a última mulher que eu comeria na vida, transamos louca e freneticamente até o amanhecer.
- Nossa já são 05h30min, preciso ir.
- Então, aqui está meu cartão, se sentir vontade me ligue, gostei muito da nossa noite.
- Tudo bem, ligarei sim.
- Você lembra meu nome?
- Amanda.
- Sim, mas até agora você não me disse o seu.
- Prazer, Marcos Aurélio.
Mas o espelho…

Comecei a olhar-me no espelho
Tua falta eu senti.
Aquele vazio repugnante me aflige
Tuas pernas me fazem falta
Deitar minha cabeça em tuas coxas, ouvir tua respiração,
Deleitar-me em teu vazio, admirar-te os seios, beijar-te a carne.
Pois é, estou aqui, mais um dia num vazio interno, um cru esquizofrênico.
Senti repulsa, náuseas, ânsias e tudo que não gostaria.
Tenho nojo de querer-te tanto, afinal, eu não passo de um cachorro.
Sim, um cachorro, mas que não morde mais.
Um infiel difamador de tua pele, e que pele.
Tuas pernas abertas são um paraíso.
- Quero admirar-te!
Por tua calcinha de lado e penetrar-te por entre teus desejos,
Lamber tua nunca, arder em teu íntimo, explodir em teu eco, gozar em teu gemido.
- Não podes, eu estou distante de ti.
- Está por querer assim.
- E é por querer que assim continuarei.
- Mas vais negar que sentes o pecado em brasa?
- Jamais, tua língua e teus beiços chupando minha indelicadeza me fodem.
- Foder, foder, foder, quero foder-te.
- Vais continuar no desejo.
- Porque gostas tanto de me entorpecer dessa forma?
- Por que.
- Hum…
- AAAAAAAH, para porra!
- Porra, quero esporrar em teu semblante malicioso.
- NÃO!
- Ouvir-te gritando: PUTA, CADELA, VADIA, ME CHUPA!
- NÃO.
Dias passaram, as mãos ardem, os pés descalços congelam, a esquizofrenia continua atônita.
Verdades vieram-me, desejos gozaram PUTARIA!
- Gozar, gozar, gozar, deleitar-me em tuas curvas.
- NÃO!
Foi-se minha paz, meu dinheiro, meus cigarros e o último uísque doze anos, mas a porra do tesão permanece aceso, inquieto, infame.
Resplandece teu semblante em minhas mãos frenéticas.
- Estou sentindo-me tão solitária, queres vir?
- NÃO.
- Mas…
- NÃO.
- O que houve não me queres mais?
- Sim.
- Mas… Por quê?
- NÃO.
Gozei em tua face, satisfiz minha santidade, castrei meu satanismo.
Detonei uma dinamite em tua vagina.
Transei em teus pensamentos, desejas-te me ter, meter.
Mas o espelho, o espelho ainda me olha, me debocha, me esnoba, me tira do foco.
A porra do espelho mostra minhas mãos sujas com o mais puro malte de meu sêmen.
Ainda gozo não te ter, ainda quero gozar ouvindo a trilha sonora dos teus gemidos, mas…
Abrindo mão.

Envolto pelos lençóis senti um vazio, um frio.
Fiquei perplexo ao ver que teu ventre floria, tua face desabotoava uma rosa.
Teu semblante entorpeceu-me, tua alma absorveu-me.
Teus olhos ofuscaram meu brilho, apagaram minha dor, trouxeram-me o amor.
Foi assim que enxerguei uma nova fonte da glória, da vida, da existência.
Meu fim foi decretado, estou entregando-me ao teu umbigo.
Estou vendendo-me ao teu riso.
Já fui mais homem.
- Sorria para as rosas, e elas irão te sorrir!
- Eu quero chorar a tua beleza, tua nobreza, teu pudor.
- Deixe de reclamar, agradeça, sorria!
Então, eu sorri, mas chorei, entreguei meu pudor ao puritanismo da tua simplicidade, e, resolvi: Fui feliz.
Cotação do Inferno.

Cotação do dólar é o caralho, eu quero mesmo é cotar a tua buceta,
A tua falta de pureza, tua santa infidelidade.
Minha castidade é puritana e esquizofrênica.
Meu puritanismo é tão leviano quanto a tua pele.
Teu tato é uma súplica do teu ego ao imperador dos céus, ao fogoso Deus puritano de todos os anjos.
Todos os anjos um dia caem, mas tua carne continua ardendo em brasa.
- Vou chupar teu cru!
- Vamos então fazer um meia-nove eu chupo a tua alma.
- Deixe esse ventre aqui, pois quero sentir o efêmero gozo do diabo, quero tua carne pecando contra mim.
- Já eu, quero apenas deleitar-me em teu gemido, em teus sentidos perdidos no tempo, em tuas sensações de bem-estar, bem querer e esse teu charme irônico, cômico e platônico.
- Como podes ser tão vadia?
- Como podes ser tão impotente?
- Minha impotência é a cura da tua prostituição?
- Apenas me comove, apenas me excita te excitar.
- Mas eu não sou impotente, apenas não me excito com teu cheiro, com tanta libertinagem em um único corpo, o teu colo proferido por todos os demônios que habitam meu corpo já não me basta.
- E o que queres?
- Um puritanismo barato, algo mais pecaminoso.
- Então conceda-me teu filho!
- Não posso, não quero e não mereces!
- Seja bondoso, ao menos uma vez olhe pra mim, esqueça que você goza e me dê um prazer, um único prazer pra essa vadia em fim de carreira.
- Agora ser vadia é carreira? Vista-se, a única carreira que tens é esta de pó, a mais pura cocaína colombiana que foi importada por essa sua buceta impiedosa e pecaminosa.
És a loba em pele de cordeiro, não te prestes ao papel de ingênua, pois és inválida para tal.
- Então me perdoa, sou a Maria Madalena do teu pênis, sou teus pecados mais contagiosos.
- És uma vadia, uma diaba vestida de santa!
Ponha-se em seu lugar.
Algo em mim

Fumando um cigarro percebi que tua carne foi a mais saborosa que experimentei, também percebi que teu toque me fez flutuar, que teu olhar me fez respirar, e, que por algum tempo eu morri.
Ressuscitei em mim o amor, matei em ti o pudor.
Já estive melhor, quando percebia algo além de suas pernas, quando ainda não tinha viciado neste líquido excitante que desprende do teu suor, de teus gemidos, urros e gritos.
O melhor de você meu bem, está entre as suas coxas, entre o seu pudor e o pecado.
O seu melhor é a sua timidez.
O teu bem querer é aquele teu jeito de ser, que somente você sabe como ser.
Algo entre o céu e o inferno veio me buscar, talvez tenhas me salvado, ou talvez sejas meu suicídio.